jusbrasil.com.br
14 de Dezembro de 2017

Ouvindo estrelas

Reflexões sobre a importância do ensino jurídico na transformação da realidade

Thiago S. Galerani, Advogado
Publicado por Thiago S. Galerani
há 2 meses

Sonhar é importante e necessário. Faz bem pra saúde, do corpo e da alma. Gente que não sonha vive sem sorriso, sem paz, provavelmente nem vive. Posso estar enganado, mas gente assim provavelmente é zumbi, daqueles que aterrorizam as noites insones de quem assiste TV de madrugada.

Quando não subsistem os sonhos, a consequência direta é a morte da esperança. E gente sem esperança é uma coisa triste que só.

Falando assim talvez pareça arrogância, mas gosto de acreditar que meu trabalho é semear esperança no coração das pessoas.

De fato, na prática da advocacia, semeamos esperança toda vez que um cliente nos procura, aflito, com um problema jurídico sério que pode ter reflexos por toda sua vida, e abraçamos o desafio de identificar um caminho, uma solução que elimine ou diminua a intensidade da tragédia pessoal que abateu-se sobre aquele indivíduo.

Lecionando, mais uma vez, assumo o papel de semeador de sonhos, plantador de esperança. O professor tem a chance de provocar o aluno a repensar sobre as coisas que acontecem no cotidiano. A reflexão, por sua vez, é justamente o primeiro passo para revolucionar as coisas.

As pessoas vivem plantando sonhos, e nem sempre têm consciência disso: o pedreiro, a bailarina, o médico, o contador, o enfermeiro...

Naturalmente, também podemos destruir sonhos com a mesma força de quem os constrói, só que mais rápido. Toda vez que escrevo, sei que tenho tenho a chance de assumir o papel do chato que reclama da vida, ou de fazer algo mais nobre, instigando as pessoas à luta por um mundo mais bonito.

Todo ser humano tem a chance de ser o catalisador daqueles que o cercam, independentemente da cada função ou ofício que exerça na sociedade: é uma questão de atitude. E todos têm a chance de escolher semear sonhos de modo intermitente, permanente ou temporário. Quanto ao tempo de fazê-lo, tem que ser agora, porque o passado já se foi, e o amanhã talvez demore a chegar ou nunca chegue. Naturalmente, o que digo sobre o tempo não é premissa absolutamente uma premissa assertiva, embora não deva ser desconsiderada, afinal, Olavo Bilac, o homem que conseguia ouvir estrelas, já dizia: “O presente não existe. A vida é o passado e o futuro; vivemos de lembranças e de ambições, entre a saudade e a esperança."


Texto escrito e publicado por THIAGO DA SILVA GALERANI.

Sobre o autor:

  • Advogado e Professor de Direito.
  • Graduado em Direito (FDF), Pós-graduado em Direito Eletrônico (UGF), Licenciado em Educação na área jurídica (FATEC), pós-graduado em Educação Empreendedora (UFSJ) e pós-graduando em Mídias na Educação (UFSJ).

* Nota sobre DIREITOS AUTORAIS:

Caso você queira republicar o presente texto em outra mídia eletrônica (inclusive Facebook, Orkut e outras redes sociais), sinta-se convidado e autorizado a fazê-lo, DESDE QUE NÃO SEJA PARA FINS COMERCIAIS, e desde que NÃO SE ESQUEÇA DE INDICAR A FONTE E O NOME DO AUTOR.

Obrigado pela compreensão e respeito.

0 Comentários

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)